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Balança comercial da indústria elétrica e eletrônica acumula deficit de US$ 11,1 bilhões no quadrimestre

21 MAI 2021

Da Redação (*)

Brasília – A balança comercial do setor elétrico e eletrônico acumulou no primeiro quadrimestre do ano um deficit de US$11,1 bilhões, superior em 20,6% ao saldo negativo registrado no mesmo período do ano passado,  no valor de US$ 9,2 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 1,6 bilhão, com alta de 11,3% em comparação ao mesmo período do ano passado, e as importações, que cresceram 19,3%, totalizaram US$ 12,7 bilhões, 19,3% acima dos US$ 10,6 bilhões importados no primeiro quadrimestre de 2020.

De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), no tocante às exportações, de janeiro a abril verificou-se crescimento em seis das oito áreas do setor, com taxas que atingiram até +62,5%, como foi o caso da área de Informática.

Verificou-se também crescimento significativo em Utilidades Domésticas (+50,0%). Nesse caso, ocorreram aumentos em diversos produtos, tais como: freezers (+298%), pilhas elétricas (+145%), fogões (+98%), aquecedores elétricos de água (+84%), entre outros.

No caso de Componentes Elétricos e Eletrônicos (+17,2%), o aumento de US$ 657,9 milhões em janeiro-abril de 2020, para US$ 771,0 milhões em janeiro-abril de 2021, contou, principalmente, com o crescimento de 35% nas vendas externas de eletrônica embarcada e de componentes para material elétrico de instalação. Vale lembrar que ambos estão entre os dez produtos mais exportado do setor.

Cresceram também as exportações de Telecomunicações (+20,5%), de Automação Industrial (+11,0%) e de Material Elétrico de Instalação (+10,7%). No primeiro caso, verificou-se elevação de 138% nas vendas externas de estações rádio, que passaram de US$ 9,5 milhões no acumulado dos primeiros quatro meses de 2020 para US$ 22,6 milhões no mesmo período de 2021.

Em Automação Industrial, o resultado positivo contou com o acréscimo de 20% em instrumentos de medida, sétimo produto mais exportado do setor. E quanto a Material Elétrico de Instalação, o aumento das exportações contou principalmente com a expansão de 59% nas vendas externas de tomadas.

Importações

As importações de produtos elétricos e eletrônicos atingiram US$ 12,7 bilhões no primeiro quadrimestre do ano, resultado 19,3% acima do verificado em igual período de 2020 (US$ 10,6 bilhões).

A maior taxa de crescimento ocorreu em Utilidades Domésticas (+63,0%) com elevações significativas em diversos produtos. Entre eles, destacaram-se: aspiradores de pó (+145%), fornos (+137%), panelas eletrotérmicas (+108%) e ferramentas elétricas manuais (+83%).

As importações de Componentes Elétricos e Eletrônicos cresceram 22,3%, passando de US$ 5,5 bilhões para US$ 6,8 bilhões, no acumulado de janeiro a abril de 2021. Dessa forma, as importações de Componentes representaram 54% do total de compras externas de bens do setor.

Ainda referente aos Componentes, destacou-se a elevação de 27% nas importações de semicondutores, que passaram de US$ 1,4 bilhão para US$ 1,7 bilhão, no período citado. Destaca-se que os semicondutores foram os principais produtos importados do setor.

Também foram observados incrementos significativos nas importações de outros componentes, tais como: componentes para informática (+39%), componentes para utilidades domésticas (+30%), eletrônica embarcada (+27%), componentes para equipamentos industriais (+27%), componentes passivos (+25%) e componentes para material elétrico de instalação (+24%). Ressalta que todos os itens citados acima estão entre os dez produtos mais importados do setor.

Aumentos foram igualmente registrados nas importações de Material Elétrico de Instalação (+26,3%), Equipamentos Industriais (+24,7%) e Telecomunicações (+17,3%). Esses resultados sofreram influência dos crescimentos nas compras externas de disjuntores (+42%), de conversores estáticos para acionamentos de motores (+34%) e de roteadores digitais (+91%), respectivamente.

As importações de Automação Industrial ampliaram-se 11,1%. Nesse caso, destacaram-se o incremento de 32% nas compras externas de sistemas eletrônicos prediais e o crescimento de 14% em instrumentos de medida, sexto produto mais importado do setor.

No que se refere à área de Informática, o crescimento de 8,3%, foi influenciado, principalmente, pela expansão de 10% nas compras externas de máquinas de processamento de dados, que atingiram US$ 275 milhões.

As importações de itens de GTD recuaram 6,2% no acumulado dos primeiros quatro meses deste ano em relação ao igual período de 2020. Nesse caso, foram observados movimentos opostos nos diversos produtos dessa área. Por um lado verificou-se crescimento de 47% nas compras externas de módulos fotovoltáicos, e por outro lado, queda de 79% nas importações de grupos eletrogêneos. Vale destacar que as compras externas de módulos fotovoltáicos somaram US$ 668 milhões, quarto produto mais importado do setor.

(*) Com informações da Abinee

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