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?Nenhum país pode prescindir de negociar com a China?, diz o vice-presidente Hamilton Mourão

17 JUL 2019

Rio de Janeiro- O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, reiterou nesta segunda-feira (15) a importância das relações entre o Brasil e a China e prometeu reforçar os laços bilaterais com o país asiático.

“Ninguém, hoje, pode prescindir de negociar com a China. São quase 1,4 bilhão de habitantes. Costumo dizer que, se 700 milhões deles consumirem US$ 10 por dia, é um mercado do tamanho da União Europeia e Mercosul. Ninguém pode fugir de comerciar com a China”, afirmou o vice-presidente em uma entrevista coletiva com os correspondentes da imprensa estrangeira, realizada no Rio de Janeiro.

Sobre a contribuição brasileira para essa parceria, o general Mourão recordou que o governo chinês “tem que garantir a alimentação e o trabalho para cada um dos habitantes” e que “nós podemos auxiliar nessa questão da segurança alimentar da China”.

Perguntado sobre sua recente viagem na China, o vice-presidente brasileiro disse que sua tarefa, além de reativar a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível -COSBAN- tinha como objetivo entregar uma mensagem política do governo do presidente Jair Bolsonaro “de forma a inibir possíveis dúvidas que possam ter ocorrido durante a campanha eleitoral”, em uma alusão a declarações do então candidato Bolsonaro contrárias ao alto volume de comércio com o país asiático.

“Fomos bem sucedidos”, comentou Mourão. Segundo ele, uma das consequências imediatas da visita foi resolver o problema da liberação dos frigoríficos, “que foram logo liberados”, o que ele considerou como “a primeira aproximação de entender nosso posicionamento e dar um sinal de boa vontade”.

“Nós não podemos, em nenhum momento, desprezar e sair fora dessa relação com a China, que é nosso maior parceiro comercial. No ano passado, esse fluxo foi de US$ 100 bilhões”, enfatizou o general.

“Então, obviamente nós estamos trabalhando direto com os chineses. Eles estão aqui dentro do Brasil buscando participar das licitações e concessões que vão ocorrer nos projetos ligados ao PPI (Programa de Parceria em Investimentos) e outros projetos da área de infraestrutura”, acrescentou.

Sobre a questão da Huawei, assegurou que não há nenhum bloqueio à atuação da empresa chinesa. “A Huawei está no Brasil há dez anos e trabalha direto com nossas universidade da região de Santa Rita do Sapucaí, que eu chamo de nosso Vale do Silício”. E aproveitou para lembrar que “os Estados Unidos fizeram há pouco uma revisão sobre a situação da Huawei”.

Questionado pela Xinhua sobre como Brasil e China podem atuar para fortalecer o multilateralismo e aproveitar organismos existentes como o BRICS para ajudar a construir uma nova ordem mundial, o vice-presidente brasileiro disse que é necessário “muita conversa e muita negociação” para que cada país possa preservar seus ganhos.

“Nós temos que saber lidar com esse mundo diferente, distinto e sempre com aquelas duas palavrinhas chaves na relação entre dois países: benefícios mútuos. Sempre buscar uma relação em que haja ganho para os dois. Se só um ganha, não é bom pra ninguém”, destacou o general.

(*) Com informações da Xinhua

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